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03/05/2026

MotoGP 2027: nova era terá motos de 850cc e pneus Pirelli

A partir de 2027, a MotoGP passará por uma das maiores mudanças técnicas dos últimos anos, com motores menores, menos aerodinâmica, fim dos dispositivos de altura e novo fornecedor de pneus.

A MotoGP se prepara para entrar em uma nova fase a partir da temporada de 2027. A principal categoria do motociclismo mundial terá mudanças profundas no regulamento técnico, com o objetivo de deixar as corridas mais seguras, equilibradas, sustentáveis e com mais oportunidades de ultrapassagem.

A principal alteração será a redução da cilindrada dos motores. As atuais motos de 1000cc darão lugar a protótipos de 850cc, mantendo motores de quatro tempos e até quatro cilindros. Segundo a própria MotoGP, a mudança busca reduzir a velocidade máxima, melhorar a eficiência e tornar as motos mais adequadas aos circuitos atuais.

Motores menores, mas ainda muito rápidos

Apesar da redução de cilindrada, isso não significa que as motos ficarão “lentas”. A MotoGP continuará sendo o topo da tecnologia sobre duas rodas. A diferença é que as equipes terão que buscar desempenho de outra forma: mais eficiência, melhor tração, melhor saída de curva e melhor equilíbrio geral da moto.

Hoje, as motos da categoria rainha se aproximam dos 300 cv em alguns projetos. Com os motores de 850cc, a expectativa é que a velocidade final diminua, mas o nível técnico continue altíssimo. A mudança também deve valorizar ainda mais o acerto de chassi, eletrônica, pneus e pilotagem.

Fim dos dispositivos de altura

Outra mudança importante será o fim dos chamados ride-height devices, incluindo os dispositivos de largada, conhecidos como holeshot devices.

Esses sistemas permitem alterar a altura da moto em determinados momentos, ajudando na largada, na aceleração e na estabilidade. Porém, eles também aumentam a complexidade, os custos e a velocidade das motos. A partir de 2027, esses dispositivos serão proibidos.

Na prática, isso pode devolver mais importância à habilidade do piloto, principalmente nas largadas e nas saídas de curva. Sem tanta ajuda mecânica, o controle da moto volta a depender mais do braço, da sensibilidade e da experiência de cada competidor.

Menos aerodinâmica e mais ultrapassagens

Nos últimos anos, a aerodinâmica ganhou enorme importância na MotoGP. As asas, carenagens e soluções usadas pelas fábricas ajudaram no desempenho, mas também geraram críticas, principalmente pela turbulência atrás das motos e pela dificuldade maior de seguir outro piloto de perto.

Para 2027, a categoria vai reduzir e controlar melhor o uso da aerodinâmica. A ideia é diminuir a influência das asas nas retas e nas frenagens, criando corridas com mais disputas e mais ultrapassagens.

Essa mudança pode mexer bastante no equilíbrio entre as fábricas. Marcas que hoje dominam por terem pacotes aerodinâmicos muito fortes podem precisar redesenhar seus projetos quase do zero.

Pirelli entra no lugar da Michelin

Além das mudanças nas motos, a MotoGP também terá uma grande alteração nos pneus. A partir de 2027, a Pirelli será a fornecedora oficial de pneus da categoria, substituindo a Michelin. O acordo será válido por cinco temporadas, de 2027 a 2031.

A Pirelli já fornece pneus para outras categorias do Mundial, como Moto2 e Moto3. Com a chegada à MotoGP, todas as classes principais passam a ter uma linha mais integrada de desenvolvimento.

Essa troca é muito importante porque o pneu muda completamente o comportamento da moto. Frenagem, entrada de curva, tração, desgaste e estilo de pilotagem podem ser afetados. Por isso, 2027 promete ser um ano de adaptação intensa para pilotos, equipes e fabricantes.

Combustível 100% não fóssil

A sustentabilidade também será uma das marcas da nova fase da MotoGP. A partir de 2027, a categoria passará a utilizar combustível 100% não fóssil, reforçando o compromisso com novas tecnologias e redução de impacto ambiental.

Esse ponto é importante porque a MotoGP sempre funcionou como laboratório de tecnologia. Muitas soluções testadas nas pistas acabam influenciando, direta ou indiretamente, o desenvolvimento de motos de rua no futuro.

O que muda para os fãs?

Para quem acompanha a MotoGP, 2027 pode marcar uma temporada de muita imprevisibilidade. Com motores novos, pneus novos, menos aerodinâmica e fim dos dispositivos de altura, as fábricas terão que reinterpretar completamente suas motos.

Isso pode embaralhar o grid. Equipes que hoje estão atrás podem encontrar uma oportunidade de crescimento. Já as marcas dominantes terão que provar que conseguem continuar fortes mesmo em um regulamento totalmente renovado.

Em resumo, a MotoGP 2027 promete:

motos de 850cc no lugar das atuais 1000cc;
fim dos dispositivos de altura e largada;
aerodinâmica mais limitada;
pneus Pirelli no lugar da Michelin;
combustível 100% não fóssil;
corridas potencialmente mais equilibradas e disputadas.

Uma nova MotoGP está chegando

A temporada de 2027 será mais do que apenas mais um campeonato. Ela deve representar o início de uma nova geração de protótipos, com motos menos dependentes de soluções extremas e mais focadas em equilíbrio, eficiência e pilotagem.

Para os fãs, a expectativa é clara: corridas mais próximas, mais disputa na pista e uma nova briga tecnológica entre Ducati, Honda, Yamaha, KTM e Aprilia.

A MotoGP vai mudar. E, pelo que já foi anunciado, essa mudança promete deixar a categoria ainda mais interessante.
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